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Quando lemos histórias ou vemos aqueles filmes onde um náufrago coloca uma mensagem pedindo socorro dentro de uma garrafa e lança-a ao mar na esperança que a mensagem chegue a alguém, podemos achar que essa não é uma estratégia muito eficiente de pedir ajuda. Mas, teoricamente é sim! Garrafas e latas realmente atravessam os oceanos. Por outro lado, se o náufrago for nosso contemporrâneo, sua garrafa vai ter que competir com as 10 milhões de toneladas de plástico lançadas ao mar a cada ano. Ou seja, nenhuma chance de resgate…

Esse lixo plástico todo acaba nas praias ou nos próprios oceanos, sob diversas formas. Uma delas é a do lixo globalizado: achamos nas praias lixo de diversos lugares do mundo. O que pelo menos atesta que não somos os únicos a nos comportar mal com o nosso pobre planetinha azul… Por exemplo, uma das praias mais poluídas dos Estados Unidos está localizada no Havaí, mas o lixo ali encontrado é produzido em outros lugares, majoritariamente na costa oeste dos Estados Unidos. Isso deve ser a mais nova versão da famosa frase: aja local, pense global… algo do tipo: consuma local, polua global.

Como todos sabem diamonds are forever (diamantes são para sempre), o que nem todos sabem é que plástico também é para sempre. Ou seja, todo o plástico que a humanidade já produziu continua aqui, conosco, sob a forma de plástico! E boa parte, sob a forma de lixo de plástico. Se você olhar a sua volta, verá que o plástico domina o mundo…Atualmente, a humanidade produz cerca de 100 milhões de toneladas de plástico por ano!

Outra forma sob a qual as 10 milhões de toneladas de lixo plástico lançadas no mar anualmente são encontradas é a “sopa de plástico”. São pequenas partículas de plástico que ficam nos oceanos e nas praias, derivadas da fragmentação dos objetos plásticos originais. Estima-se que no Oceano Pacífico, em um local para onde as correntes marítimas convergem, conhecido como o vórtice do lixo, haja uma área maior que a ilha de Madagascar de plástico rodando em torno desse vórtice e sendo tragada continuamente pelo mar. Estudos desse vórtice, algo como um redemoinho de água, mostram que há 6 quilos de plástico para cada quilo de plâncton natural (o plâncton é o conjunto de organismos, composto de algas, bactérias e pequenos animais, que tem pouco poder de locomoção, vivem ao sabor das correntes e são a base da cadeia alimentar marinha).

Para piorar, há outros pontos de convergência de correntes marinhas que formam outros vórtices, onde esse problema também deve existir. E mais, nem todo plástico flutua. Cerca de 70% do plástico descartado, na verdade, afunda. Só no fundo do Mar do Norte, estima-se que haja 600 mil toneladas de plástico.

Resultado de tudo isso é a morte de mais de um milhão de aves marinhas e de centenas de milhares de mamíferos marinhos e de tartarugas a cada ano, vítimas da ingestão de plástico e de complicações derivadas. Enfim, plástico definitivamente não deveria constar do cardápio…

 

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