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Água, água… você sabe o que é… Mas… e água virtual? Não, não se trata da água que seu personagem ou avatar de um jogo de computador bebe, mas, sim, do conteúdo de água gasto na produção um determinado produto, no local onde ele foi gerado. O termo virtual se refere a que apenas uma pequena porção da água gasta na confecção fica no produto.

Essa ideia, desenvolvida por organizações que trabalham com conservação da água, é bem interessante para sabermos quanta água foi utilizada para gerar os produtos que consumimos e também, nos permite traçar nossa pegada aquática. Essa seria algo como a pegada ecológica, uma medida de quanto de recursos naturais gastamos, mas focada apenas na água. Se você quiser calcular sua pegada aquática, dê uma voltinha nesse site: http://waterfootprint.org/en/water-footprint/personal-water-footprint/

Por exemplo, um copo de cerveja com 250 ml tem um conteúdo de 75 litros de água virtual. Essa água é majoritariamente gasta na produção da cevada. Há casos piores, uma taça de 125 ml de vinho contém 120 litros de água virtual, por conta das uvas; ou ainda o café, uma xícara, 140 litros de água virtual. Mais garantido é ficar com o chá, cujo conteúdo de água virtual por xícara é de apenas 30 litros.

Os alimentos também possuem grandes teores de água virtual, principalmente, a carne: o conteúdo de água virtual de um quilo de carne de galinha é de 3.900 litros; para um quilo de carne de carneiro, o conteúdo de água virtual é 6.100 livros e para um quilo de carne de vaca é 15.550 litros!

No site do Water Footprint Network (www.waterfootprint.org) é possível encontrar ainda o conteúdo de água virtual para a geração de inúmeros outros produtos. O positivo dessa conta é que podemos nos dar conta de que o consumo de água não é apenas aquele que vemos em nosso cotidiano. Há necessidade de água para a produção de quase tudo que consumimos, de computadores a camisetas, de carros a sapatos.

É assim que podemos perceber quão grave é a crise da água: não apenas consumimos e desperdiçamos demais, mas também a geração dos produtos e alimentos depende da água. Resultado, antes de morrermos de sede, ficaremos virtualmente sedentos: sem carros, computadores, livros eletrônicos, livros de papel, roupas e alimentos…

Em tempo: escrevi esse texto há sete anos e de lá para cá, a crise hídrica só piorou. O mais estranho disso tudo é que mesmo o racionamento, as desoladoras imagens dos reservatórios secos, a falta d’água e tudo que acompanha a crise hídrica não é, absolutamente, suficiente para mover corações e mentes que seguem desperdiçando e evitando fazer “lé com cré”: destruição do meio ambiente conduz compromete a qualidade e a disponibilidade de água…

Gente estranha, planeta esquisito…

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